Circo du Soleil

Texto: Leandro Reis 

Carinhosamente chamado de Circo do Sô Léo, este ícone da arte circense mundial foi palco de manobras verticais realizadas por alguns dos mais experientes escaladores de rocha de Minas Gerais. A equipe contou com doze escaladores mineiros que normalmente se dedicam a escaladas esportivas, tradicionais, big wall e alta-montanha, mas nessa oportunidade utilizaram sua força, equilíbrio e resistência para garantir o brilho das tendas du Soleil.

Circo du Soleil

Para o trampo o que contava era a habilidade com cordas, nós, ancoragens e muita, muita resistência física. Com sol ou chuva a limpeza das tendas tinha que ser feita. A pressão para cumprir os prazos e suportar o degaste físico gerava momentos em que a força de vontade e o auto-controle eram tão importantes quanto numa expedição de conquista.

Os gringos ficaram muito satisfeitos, e tudo indica que o fato de sermos todos escaladores acostumados a roubadas montanhísticas contribuiu em muito para que tudo desse certo… ou pelo menos, para que nada desse errado. 

Circo du Soleil

Como já diz o provérbio escalático: “É bom porque é ruim. Seria melhor, se fosse pior.” Ralamos, sofremos, e não vemos a hora de voltar. Ainda mais neste caso, em que a remuneração faz uma boa diferença no nosso orçamento.