A cor da vida

Abril 30, 2008

  Texto: Anne Louise

Shipton Spire é uma mega montanha que se ergue a aproximadamente 6000  metros de altitude, situada no Paquistão ao longo da geleira de Baltoro do Karakoram. Para subi-la só mesmo uma mega montanhista: A especialista em escaladas solos artificiais Silvia Vidal, 36, de Barcelona - Espanha. Apesar da torre ter ganhado popularidade entre os adeptos nos últimos tempos, ainda é um lugar assustador.

 A matéria veiculada em climbing.com compara esta montanha a um urso. E foi em um dos pilares desse urso que Silvia estabeleceu uma nova via graduada como 6a(francês) A4+ com 17 cordadas ao longo de 870 m.

Nos 21 dias em que Silvia esteve sozinha na montanha passou por momentos duros de tempo ruim, tempestade de neve e pensamentos um tanto confusos. Escalava diariamente o máximo que conseguia até quando suas mãos e sua cabeça pediam um tempo.  Em um dos dias de  sua empreitada simplesmente não conseguiu sair de seu portaledge. Cismou de tentar imaginar de que cor era a vida e, naquele momento, era lilás. De acordo com Silvia sua vida no Shipton Spire basicamente refletia uma cor:  lilás, com algumas manchas pretas ao longo do percurso e somente durante os rapéis essas manchas pretas eram realmente significativas.

Daí surgiu o nome desta via que repercurtiu mundialmente: “La color de la vida es lila”, ”Life is Lilac” ou “A vida é lilás”.
A escaladora mesmo sendo leve  e bem pequena (mede 1,57m e pesa 43 kg) carregou montanha acima centenas de quilos de equipamentos, somando dois haulbags A5 Grade VII, 50 kg de comida e água, 280m de corda fixa, uma corda dinâmica e uma retinida, mairack completo de equipamentos.
Alguns links com mais informações:

 www.climbing.com

 

 

www.desnivel.com

www.feec.org

www.altamontanha.com

 

 

Bito na Leste

Texto: Leandro Reis

Não sei se o Bito concordaria mas, no imaginário montanhístico atual, o vejo como grande ícone da escalada de aventura. 

Abaixo seguem dois links para quem quer conhecer melhor a história dessa figura que há muito tempo frequenta as montanhas do Brasil e do mundo.

Entrevista com Bito Meyer - por Filippo Croso

 

Eu, a via Leste e as Sete borboletas, 20 anos depois
                                                     por Bito Meyer

Horizonte Aberto

Abril 9, 2008

A escalada e outras atividades praticadas em ambientes naturais passam a ter espaço sério e especializado na mídia televisiva.

Assista o vídeo de apresentação do programa Horizonte Aberto.

 

Com estréia planejada para 5 de maio, o programa Horizonte Aberto irá ao ar todas as 2as feiras, 22:30h, com reprise às sextas, 13:30h.

O canal é a TV Horizonte <- (clique para conhecer), que acreditou nos projetos e trabalhos desenvolvidos por Gustavo Piancastelli e sua equipe que inclui o Fábio Faria, da Universo Vertical, que vai garantir uma boa trilha sonora além de outras participações. A Escale! fechou parceria e vai estar por lá participando das matérias, debates e no que mais for possível.

Boa sorte à equipe e que o público aproveite os frutos deste trabalho.

Novo Guia de escaladas

Abril 2, 2008

Guia de escaladas

Fonte: www.guiadaurca.com 

Com um trabalho primoroso, Sérgio Tartari lança a segunda edição do Guia de Escaladas da Região dos Três picos.

Além de muita informação, há fotos e um pouco da história do lugar. São 117 vias, distribuidas pelas 186 páginas do livro. Abaixo com a palavra o autor apresenta seu livro:

A região dos Três Picos- Friburgo - RJ, representa bem a escalada de aventura no Brasil. Mais do que simplesmente se encordar e usar os equipamentos na rocha, é preciso ter uma postura séria frente à montanha e decifrar todo o conjunto de procedimentos que nos possibilite uma escalada eficiente e segura. (clique aqui para ler o texto completo)

Parabéns ao Sérgio e às pessoas que usufruirem dessa publicação da melhor forma possível, lembrando que escalada de aventura não é passeio no parque.

Aventuras e roubadas

Março 24, 2008

Texto: Leandro Reis

Está inaugurada a sessão aventuras e roubadas aqui no Blog Escale! Inevitável para a compreensão do leitor que seja definido o que entendemos por “aventura” e, mais ainda, por ”roubada”.

As aventuras estão ligadas à busca pelo desconhecido, por acontecimentos que não podemos prever e buscamos ansiosamente encontrar. O que diferencia as escaladas de aventura das demais modalidades é o ambiente em que se encontram, essencialmente, inóspitos e desprovidos de estrutura para conforto do bicho-homem. Neste tipo de escalada, responsabilidade e preparação são fundamentais para reduzir as chances de se entrar numa roubada.

 Numa aventura em que tudo dá certo e ninguém passa por algum perrengue sinistro, seja por intempéries, limitação técnica ou outro elemento que o exponha a momentos de tensão psicológica, pode-se dizer que tudo deu certo e que, além de bem preparada, a equipe contou com a sorte, já que “surpresas” são comuns neste tipo de ambiente.

Agora as roubadas… é, as roubadas. É uma questão de matemática e lógica. Num ambiente onde tanta coisa pode dar errado, em algum momento, algo vai dar errado. Um melhor entendimento dessas situações pode acontecer de duas maneiras: Vivenciando pessoalmente, ou lendo bons relatos… e mesmo assim não existem garantias de satisfação.

 Para encerrar esta apresentação, exponho quatro leis adotadas por muitos dos adeptos deste tipo de escalada. São sugestões básicas que auxiliam nos momentos de tomada de decisões na parede e receberam o nome de “Leis Patagônicas”. Pra quem sabe algo sobre escaladas nas grandes paredes da Patagônia, o nome já diz tudo. São elas:

 Quem dá a idéia faz

Faça uma coisa de cada vez

Faça tudo certo pra não dar nada errado

Faça o que puder com o que estiver ao seu alcance

 

Por enquanto é só. Boas escaladas e sorte nas roubadas…

Cerro Fitz Roy

Texto: Leandro Reis

Chegam as primeiras informações de que o escalador Marius Bagnatti, nativo de Florianópolis - Santa Catarina, teria alcançado o Cume do Cerro Fitz Roy.

Fitzroy está localizado próximo a El Chaltén na fronteira entre a província de Santa Cruz, no extremo sul da Argentina, e o Chile. Suas paredes verticais requerem técnica impecável e o clima da região é excepcionalmente traiçoeiro.

É mais uma conquista de valor para o montanhismo brasileiro. Esperamos em breve obter informações mais precisas e se possível relatos do próprio Marius.